quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sempre alerta

Por Udo Fiorini
Foto: http://www.pi.gov.br/noticias/fotos/200705/CCOM19_b3f1f1b63a.jpg


Em uma recente roda de amigos, um deles, funcionário da Infraero no aeroporto de Viracopos, contou interessante história. Estava ele em seu escritório, na área de manutenção eletrônica do aeroporto, setor responsável pela manutenção dos aparelhos de controle de vôo e situada nos baixos da torre de comando. Nesta sala, para acompanhamento de eventuais chamados de emergência, existe um sistema de som conectado ao serviço de informações de emergência do aeroporto. Assim, puderam acompanhar uma mensagem de socorro enviada por um avião cargueiro que se aproximava para pouso, e cujo comandante informava da existência de fogo a bordo. Nos instantes que se seguiram, uma intensa troca de mensagens entre a corporação de bombeiros local e o comandante deixava evidente a gravidade da situação. O meu amigo, junto com outros colegas, se dirigiu ao alto da torre de comando, para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Assim, puderam acompanhar visualmente o deslocamento de unidades do Corpo de Bombeiros, que se posicionaram no inicio e no final da pista, enquanto outros percorriam a pista, derramando na mesma um líquido, com certeza para evitar a propagação de possíveis chamas. Por alguns minutos a situação se manteve neste estado, mas com um frenético continuar de mensagens pelo rádio e deslocamento de mais carros do Corpo de Bombeiros, ambulâncias e outras unidades de serviço para a proximidade da pista de pouso.



Subitamente a voz que havia se identificado a princípio como comandante informou que agradecia a participação de todos os envolvidos e que se tratava de uma simulação de incêndio. Passava a informar detalhadamente os tempos que foram registrados nos deslocamentos das unidades do Corpo de Bombeiros, até a posição necessária para efetivo combate ao eventual incêndio. Meu amigo disse que a tensão verificada nos momentos anteriores a esta mensagem final deixava claro que ninguém desconfiava que se tratava apenas de um teste.

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