quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bombeiro - Uma filosofia de vida

Por Heloisa Toreti
Adriana Carvalho


Este texto circula pela internet há vários anos e a cada vez que uma pessoa para tudo que está fazendo e o lê, uma reflexão se inicia.



A mãe parou ao lado do leito de seu filhinho de 6 anos, que estava doente de leucemia. Embora o coração dela estivesse pesado de tristeza e angústia, ela era muito determinada. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que ele crescesse e realizasse seus sonhos.






Agora, isso não seria mais possível, por causa de uma leucemia terminal. Junto dele tomou-lhe a mão e perguntou:

- Filho, você alguma vez já pensou o que gostaria de ser quando crescesse?

- Mamãe, eu sempre quis ser um bombeiro!

A mãe sorriu e disse:

- Vamos ver o que podemos fazer.

Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao Corpo de Bombeiros local e contou ao Chefe dos bombeiros a situação de seu filho e perguntou se seria possível o garoto dar uma volta no carro dos bombeiros, em torno do quarteirão.

O Chefe dos bombeiros, comovido, disse:

- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Se você estiver com o seu filho pronto às sete horas da manhã, daqui a uma semana, nós o faremos um bombeiro honorário, por todo o dia. Ele poderá ir para o quartel, comer conosco e sair para atender às chamada incêndio. E se você nos der as medidas dele, nós conseguiremos um uniforme completo: chapéu com o emblema de nosso batalhão, casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também.





O menino ficou sentado na parte de trás do caminhão e foi até o quartel central. Parecia-lhe estar no céu... Ocorreram três chamados naquele dia na cidade e o garoto acompanhou todos os três. Em cada chamada, ele foi em veículos diferentes: no tanque, na van dos paramédicos e até no carro especial do chefe do bombeiros.

Todo o amor e atenção que foram dispensados ao menino acabaram comovendo-o tão profundamente, que ele viveu três meses a mais que o previsto.

Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a mãe decidiu chamar ao hospital, toda a família.

Então, ela lembrou a emoção que o garoto tinha passado como um bombeiro, e pediu à enfermeira que ligasse para o chefe da corporação, e perguntou se seria possível enviar um bombeiro para o hospital, naquele momento trágico, para ficar com o menino.

O chefe dos bombeiros respondeu:

- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Nós estaremos aí em cinco minutos. Mas faça-me um favor. Quando você ouvir as sirenes e vir as luzes de nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros vindo visitar mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes. E também poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado!





Com a permissão da mãe, eles o abraçaram, seguraram, e disseram que o amavam
Com voz fraquinha, o menino olhou para o chefe e perguntou:

- Chefe , eu sou mesmo um bombeiro?

- Sim, você é um dos melhores - disse ele.

Com estas palavras, o menino sorriu e fechou seus olhos para sempre.

Por isto, quando você passar por algum problema ou situação que parece não ter solução, lembre-se: EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!

Esta mensagem não deve ficar arquivada! Encaminhe para os seus amigos! Se é para arquivar, que seja no coração de cada um de NÓS! Ajude a melhorar o PLANETA!


"A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos"

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sempre alerta

Por Udo Fiorini
Foto: http://www.pi.gov.br/noticias/fotos/200705/CCOM19_b3f1f1b63a.jpg


Em uma recente roda de amigos, um deles, funcionário da Infraero no aeroporto de Viracopos, contou interessante história. Estava ele em seu escritório, na área de manutenção eletrônica do aeroporto, setor responsável pela manutenção dos aparelhos de controle de vôo e situada nos baixos da torre de comando. Nesta sala, para acompanhamento de eventuais chamados de emergência, existe um sistema de som conectado ao serviço de informações de emergência do aeroporto. Assim, puderam acompanhar uma mensagem de socorro enviada por um avião cargueiro que se aproximava para pouso, e cujo comandante informava da existência de fogo a bordo. Nos instantes que se seguiram, uma intensa troca de mensagens entre a corporação de bombeiros local e o comandante deixava evidente a gravidade da situação. O meu amigo, junto com outros colegas, se dirigiu ao alto da torre de comando, para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Assim, puderam acompanhar visualmente o deslocamento de unidades do Corpo de Bombeiros, que se posicionaram no inicio e no final da pista, enquanto outros percorriam a pista, derramando na mesma um líquido, com certeza para evitar a propagação de possíveis chamas. Por alguns minutos a situação se manteve neste estado, mas com um frenético continuar de mensagens pelo rádio e deslocamento de mais carros do Corpo de Bombeiros, ambulâncias e outras unidades de serviço para a proximidade da pista de pouso.



Subitamente a voz que havia se identificado a princípio como comandante informou que agradecia a participação de todos os envolvidos e que se tratava de uma simulação de incêndio. Passava a informar detalhadamente os tempos que foram registrados nos deslocamentos das unidades do Corpo de Bombeiros, até a posição necessária para efetivo combate ao eventual incêndio. Meu amigo disse que a tensão verificada nos momentos anteriores a esta mensagem final deixava claro que ninguém desconfiava que se tratava apenas de um teste.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Relembrando o maior incêndio da história de Campinas

por Udo Fiorini
Imagens: http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2007/10/curiosidades-hiperrmercado-eldorado.html

Era quarta feira, 24 de Dezembro de 1986, vespera de Natal. Eu morava no Jardim Nova Europa, em Campinas, e logo cedo fui de carro para Paulínia buscar os sobrinhos para passarem o dia em nossa casa. Na época a Senador Saraiva tinha duas mãos de direção, a rótula no trânsito de Campinas não estava vigorando ainda. Por isto o meu caminho passava pelo centro, o movimento dos carros não era tão confuso como está agora.
Passei próximo ao Supermercado Eldorado, e fui atraído pelo agito formado por causa do incêndio. Neste momento, creio que não era mais do que 07:00 da manhã, o fogo estava mais restrito à parte direita do prédio. O fato do fogo não estar no setor de compras, concentrado apenas neste pequeno prédio administrativo, me fez avaliar que logo tudo estaria bem. Observei isto parando um pouco para ver os acontecimentos, posicionado em uma das ruas laterais, distante mais ou menos um quarteirão do supermercado. Eu conhecia bem o Eldorado, era o meu lugar de compras costumeiro. Até gostava de comprar lá a feijoada para a família, nos sábados.

Qual não foi a minha surpresa ao mais tarde ouvir na rádio que havia mortos, e que o incêndio tinha tomado conta de todo o supermercado. Durante o dia, só se falava neste incêndio. A televisão passava boletins a nível nacional. No final, o prédio inteiro estava destruído. De manhã tudo parecia tão calmo, alguns bombeiros jogando água no predinho, com o galpão intacto. E mais tarde, aquela destruição toda. Eu não conseguia entender. Destruição tão grande que o Supermercado Eldorado acabou ali. Nunca mais foi aberto, mudaram para São Paulo.

Eu me perguntava sempre como era possível isto. Eu conhecia relativamente bem o Aeroporto de Viracopos, cheguei a viajar para o exterior a partir dele, antes deste incêndio. Sabia que eles tinham carros de bombeiros capazes de, por exemplo, rapidamente jogar espuma na pista para auxiliar no pouso de um avião com problemas de baixar o trem de pouso. Ter de descer “de barriga” como se dizia. Porque não haviam deslocado este caminhão para Campinas, no dia do incêndio? Se o supermercado fosse inundado de espuma, imaginava eu, estragariam alguns produtos ali comercializados, mas com certeza o fogo seria imediatamente contido, e o prédio, salvo. Não entendia isto.

Um dia, tempos depois, não lembro data e nem com quem foi, vindo de São Paulo, dei carona a um bombeiro na Via Anhanguera. No meio da conversa, procurando assunto, comentei com ele esta minha visão dos fatos, sobre o incêndio do Supermercado Eldorado, em Campinas. Qual não foi a minha surpresa quando ele chegou a colocar o dedo sobre os seus lábios, dizendo algo como “melhor você não comentar isto por aí”, mudando imediatamente de assunto.

Continuo não entendendo.

Fotos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Surgimento do Corpo de Bombeiros


Por Udo Fiorini
Imagens: divulgação

A principio, o homem, quando ainda vivia como nômade, fugia do fogo, por medo e sem ter a necessidade de enfrentá-lo. Mais tarde, já fixado à terra, a necessidade de dominar o fogo fez o homem combater o fogo quando este o ameaçasse. A história nos mostra que grandes incêndios marcaram civilizações. E estes incêndios criaram a necessidade de criar sistemas para fazer frente aos estragos causados pelo fogo. Foi assim que nasceu o Corpo de Bombeiros.Os primeiros indícios de sua existência vem dos gregos, que haviam criado sentinelas noturnos, que faziam vigilância e faziam soar alarme em caso de incêndio. Estes serviços também estavam sendo utilizados nas cidades romanas, que começaram com este serviço depois que Roma foi devastada por um grande incêndio no ano 22 a. C. O imperador César Augusto decidiu depois deste acontecimento pela criação do que seria o primeiro Corpo de Bombeiros, chamados então de “vigiles”. Este serviço existiu até a queda do Império Romano, em 476 d. C.

Ao longo do tempo, o Corpo de Bombeiros evoluiu muito pouco. Na Idade Média, o incêndio nas cidades era considerado como inevitável, dados os materiais empregados na construção covil basicamente madeira, de fácil combustão. As ferramentas empregadas pelos bombeiros no século XVII se limitavam a machados, baldes, enxadas. Nos países mais evoluídos surgiram rudimentares equipamentos hidráulicos, capazes de encher baldes a partir de poços de água. Estes baldes por sua vez eram passados de mão em mão até o incêndio. No século XVIII é inventada a “bomba de incêndio” iniciando assim um novo capitulo no combate a incêndios. Tratava-se de mangueiras de couro de aproximadamente 15 metros de comprimento, com conexões em bronze. Este sistema substitui a utilização dos baldes, com a vantagem de lançar jatos de água à distância, impossível com o sistema antigo.

O surgimento destes equipamentos de ataque à incêndios fez surgir em Paris, na França, o primeiro Corpo de Bombeiros organizado, uniformizado e pago pelo estado. “Era chamado de Companhia dos Sessenta Guarda Bombas”. Seu sucesso fez com que em pouco tempo o exemplo fosse seguido pelas principais cidades européias, que também passaram a implantar o sistema. Os bombeiros então recrutados eram organizados militarmente, podendo ser remunerados pelo estado ou operar como trabalho voluntário. Os voluntários não recebiam pagamento, e trabalhavam somente quando ocorria um incêndio. Em geral era este o sistema empregado em cidades menores, motivado pela falta de recursos e por causa da menor freqüência de incêndios.

No Brasil, há inúmeros registros de incêndios que causaram grandes problemas às comunidades, tal como em 1732, quando foi destruído parcialmente o Mosteiro de São bento, no Rio de Janeiro. Em 1789 um incêndio destruiu totalmente o Recolhimento da Nossa Senhora do Porto, também no Rio de Janeiro. Por conta disto, em 12 de Agosto 1797 foi designado que o Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, em função de sua experiência em lidar com incêndios em embarcações marítimas, fosse o órgão responsável para combate ao fogo na cidade. Este é o primeiro registro da criação de um Corpo de Bombeiros em nosso país.

Somente em 30 de Abril de 1860, Dom Pedro II, com o decreto 2857, criou definitivamente o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte. O uniforme utilizado pelos bombeiros no inicio foi criação pela esposa de D. Pedro, Princesa Tereza Cristina Maria de Bourbon. Em 1865 esta guarnição recebeu sua primeira bomba a vapor, que tanto podia ser transportada em terra, necessitando para isto da força de 20 homens, como podia ser embarcada em barco para utilização no mar. Em 1872, foi recebida a segunda bomba. Em 1879, foi criado um sistema de linhas telefônicas para avisos de incêndios, ligada à Estação Central dos Bombeiros. Em 1880 foi finalmente concedido aos bombeiros a graduação militar, antes inexistente.


Em Campinas, o Centro de Memória da Unicamp apresenta o registro de que em portaria de 23 de Janeiro de 1900, o intendente municipal Major Joaquim Ulisses Sarmento determinou a efetivação de um destacamento denominado Corpo Municipal de Campinas, responsável por extinção de incêndios e salvamento de vidas. Antes desta data, esta atividade era exercida por funcionários da Câmara Municipal, por populares, por escravos enviados ao local do sinistro por seus patrões. Para combate aos incêndios estas pessoas tinham todo o material então necessário: barris com água montados em carroças, mangueiras de couro, baldes, latas, escadas e uma bomba manual. Em caso de fogo, os sinos da antiga Matriz Velha badalavam ininterruptamente, alertando os moradores da cidade. Em 1912 a Corporação Municipal de Bombeiros foi reorganizada, passando a ter seu próprio regulamento. Na década de 30 foram adquiridos os primeiros automóveis. Em 1963 foi encerrada a subordinação ao Poder Municipal, quando foi firmado um convênio com o governo do estado, que prevalece até hoje, passando a denominar-se 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Campinas.

Vídeo: Ação: soterramento

Vídeo: Ação: simulação

Vídeo: Ser bombeiro é...